PLANO REAL - 15 anos

Às vésperas do Real, BC estocou 130 milhões de cédulas de R$ 100 temendo retorno da inflação em 27/06/2009
O Globo
BRASÍLIA - Lançado há 15 anos, em 1º de julho de 1994, o Plano Real entrou para a história como o mais bem sucedido plano brasileiro de estabilização econômica. Mas essa certeza foi sendo forjada apenas ao longo dos anos, no gerenciamento diário das medidas. Antes de ganhar as ruas, o Real era um celeiro de ideias e dúvidas. Durante o período de preparação do plano, o Banco Central comandado por Pedro Malan, temia um fracasso total, com a inflação voltando, em pouco tempo, a disparar. Para se precaver de um possível aumento da procura por papel moeda, a direção do BC encomendou, discretamente, a impressão de 130 milhões de cédulas de 100 reais na véspera do lançamento da moeda no mercado, em 1º de julho de 1994. É o que informa a reportagem de Gustavo Paul, publicada na edição do GLOBO deste domingo.
Segundo revela, uma década e meia depois, o então presidente da Casa da Moeda, Tarcísio Jorge Caldas Pereira, ter cédulas em estoque para colocar na praça foi uma estratégia preventiva, que tinha como base o insucesso de seis planos anteriores:
Mas os preços não dispararam e por isso, até 2006, o Banco Central não encomendou novas cédulas de R$ 100. Segundo João Sidney de Figueiredo Lima, atual chefe do Departamento do Meio Circulante do BC, o grande volume de cédulas produzidas, assinadas pelo então ministro da Fazenda, Fernando Henrique, foi suficiente para abastecer o mercado por anos:
- As autoridades foram prudentes, pois não se sabia o que podia acontecer. E as cédulas duraram até 2007! Ficamos sem fazer cédulas de R$ 100 por 12 anos.
O Globo
BRASÍLIA - Lançado há 15 anos, em 1º de julho de 1994, o Plano Real entrou para a história como o mais bem sucedido plano brasileiro de estabilização econômica. Mas essa certeza foi sendo forjada apenas ao longo dos anos, no gerenciamento diário das medidas. Antes de ganhar as ruas, o Real era um celeiro de ideias e dúvidas. Durante o período de preparação do plano, o Banco Central comandado por Pedro Malan, temia um fracasso total, com a inflação voltando, em pouco tempo, a disparar. Para se precaver de um possível aumento da procura por papel moeda, a direção do BC encomendou, discretamente, a impressão de 130 milhões de cédulas de 100 reais na véspera do lançamento da moeda no mercado, em 1º de julho de 1994. É o que informa a reportagem de Gustavo Paul, publicada na edição do GLOBO deste domingo.
Segundo revela, uma década e meia depois, o então presidente da Casa da Moeda, Tarcísio Jorge Caldas Pereira, ter cédulas em estoque para colocar na praça foi uma estratégia preventiva, que tinha como base o insucesso de seis planos anteriores:
Mas os preços não dispararam e por isso, até 2006, o Banco Central não encomendou novas cédulas de R$ 100. Segundo João Sidney de Figueiredo Lima, atual chefe do Departamento do Meio Circulante do BC, o grande volume de cédulas produzidas, assinadas pelo então ministro da Fazenda, Fernando Henrique, foi suficiente para abastecer o mercado por anos:
- As autoridades foram prudentes, pois não se sabia o que podia acontecer. E as cédulas duraram até 2007! Ficamos sem fazer cédulas de R$ 100 por 12 anos.
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