Revista "Time" elige a Lula como el lider más influyente del mundo
El Presidente brasileño lidera el ranking en el que también aparecen, entre otros, su homólogo estadounidense, Barack Obama, y el director del FMI, Dominique Strauss Kahn.from El Mercurio (Chile)
NUEVA YORK.- El Presidente de Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, encabeza la lista de líderes con mayor influencia del mundo, según una clasificación que mañana publicará la revista "Time".
El semanario divide este año su ranking en cuatro categorías y Lula encabeza la nómina dentro del apartado "líderes", junto a figuras como el Presidente estadounidense, Barack Obama; la presidenta de la Cámara de Representantes, Nancy Pelosi, y el director del Fondo Monetario Internacional (FMI), Dominique Strauss Kahn.
Al justificar su decisión de poner a Lula primero entre los líderes más influyentes, "Time" publica un comentario de Michael Moore. "Lo que Lula quiere para Brasil es lo que nosotros solíamos llamar el sueño americano", escribe Moore.
Agrega que la política del dirigente brasileño "envía un mensaje a los millonarios del mundo: dejen que la gente tenga acceso al seguro médico y les darán menos problemas".
"Time" explica que no se trata de un palmarés de los más poderosos. "No se trata de la influencia del poder sino del poder de la influencia", precisa la revista. Incluye por ejemplo en su peculiar lista a la ex candidata republicana a vicepresidente de Estados Unidos, Sarah Palin.
En la categoría "pensadores", "Time" incluye entre otros a Tim Westergren, fundador de la radio en Internet Pandora; Steve Jobs, co-fundador de Apple, y distingue nuevamente a Brasil incluyendo al político y arquitecto Jaime Lerner.
Por último, "Time" incluye al ex Presidente de EE.UU. Bill Clinton en el rubro "Héroes", al líder de la oposición iraní Mir-Hossein Mousavi, y a la tenista Serena Williams.
"Pobre educação no Brasil"
"O GLOBO"
Publicada em 29/04/2010 às 13h15m. Artigo do leitor Luiz Antonio Vila Flor
Ontem, quarta-feira, 28 de abril, foi o dia da educação. Você sabia? Poucos sabem. Até mesmo entre os educadores se ignora a data. Mas isto pode ser considerado normal em um país onde o desapreço pela educação é tão evidente; um país onde a educação é tratada como coisa secundária, servindo o vocábulo mais à demagogia política do que à instituição e consolidação da cidadania.
Numa data tão propícia à análise da política educacional do Brasil e à avaliação da eficiência das estruturas educacionais existentes, o que se vê é o silêncio. Um silêncio infectado com a mais perversa das intenções: a manutenção da ignorância.
Nos jornais de grande circulação não se viu nenhum caderno sobre educação. Nas emissoras de rádio e de televisão nenhum destaque, nenhuma matéria especial, nem mesmo nas redes educativas. Parece que os especiais sobre os 50 anos de Brasília cegaram as mídias, que não enxergaram, para a semana seguinte, um tema de tão fundamental relevância.
Os veículos de comunicação, a classe política de maneira geral, o sistema capitalista terceiromundista, obtuso e cruel, e principalmente as religiões estruturadas, mantém-se fiéis à hipocrisia instituída e, por obra de um grande esforço de propaganda, disseminam a ilusão de que têm interesse pela educação, quando na realidade produzem apenas perfumaria.
A mesma emissora de televisão que noticia, com alarde, as péssimas condições (físicas, materiais) das escolas é incapaz de produzir uma matéria crítica onde se discuta a qualidade da educação (esta mesma emissora talvez não tenha nenhum programa educativo, ao contrário, provavelmente mantenha em sua grade verdadeiras aberrações).
Respeitando e parabenizando as exceções, temos uma contaminação generalizada entre os educadores. Um grande contingente de profissionais está envolvido com artimanhas políticas, através da atividade sindical. Um outro contingente é alienado e exerce sua profissão de forma burocrática, tão somente cumprindo as rotinas estabelecidas, como se fosse um quitandeiro, um pedreiro, um sapateiro. Esperam a aposentadoria para se verem livres deste aborrecimento.
O educador Darcy Ribeiro assim diz em um de seus textos: "A rica direita brasileira, desde sempre no poder, sempre soube dar, aqui ou lá fora, a melhor educação a seus filhos. Aos pobres dava a caridade educativa mais barata que pudesse, indiferente à sua qualidade (...).".
No Rio de Janeiro, Os CIEPs (Centros Integrados de Educação Pública), idealizados por Darcy no governo de Leonel Brizola, eram parte de um revolucionário projeto pedagógico, que previa assistência em tempo integral às crianças, com atividades recreativas e culturais complementando o ensino formal e refeições completas, dando corpo aos projetos idealizados pelo educador Anísio Teixeira ainda na primeira metade do século passado.
O pensamento de Teixeira sobre a educação no Brasil pode ser resumido neste texto de sua autoria: "Sou contra a educação como processo exclusivo de formação de uma elite, mantendo a grande maioria da população em estado de analfabetismo e ignorância. Revolta-me saber que dos cinco milhões que estão na escola, apenas 450.000 conseguem chegar à 4ª série, todos os demais ficando frustrados mentalmente e incapacitados para se integrarem em uma civilização industrial e alcançarem um padrão de vida de simples decência humana. Choca-me ver o desbarato dos recursos públicos para educação, dispensados em subvenções de toda natureza a atividades educacionais sem nexo nem ordem, puramente paternalistas ou francamente eleitoreiras".
Os CIEPs talvez não fossem perfeitos, mas já representavam um grande avanço, e o projeto poderia ser enriquecido com idéias de mesmo caráter. Mas foram execrados e abandonados por pressão das forças retrógradas e reacionárias, as mesmas que disseminam a ilusão e produzem perfumaria.
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