O maior desastre ambiental dos EUA.
FONTE: DOW JONES / O ESTADO DE SP`
EUA proíbem perfuração de petróleo em águas profundas até 30 de novembro.

WASHINGTON - O Departamento do Interior dos Estados Unidos emitiu nesta segunda-feira, 12, uma nova proibição sobre a perfuração de petróleo em alto-mar, que será válida até 30 de novembro e não se baseará na profundidade das águas, e sim em "configurações de perfuração e tecnologias".
A decisão foi anunciada após a anulação judicial da primeira moratória, em 22 de junho, a pedido de 32 petroleiras.
"Depois de mais de 80 dias de vazamento de óleo da British Petroleum (BP), é essencial e apropriada uma pausa nas perfurações em águas profundas para proteger a comunidade, as costas e a vida selvagem dos riscos que implicam", disse o secretário do Interior, Ken Salazar, em comunicado.
"Estou baseando minha decisão na evidência que cresce a cada dia sobre a incapacidade da indústria para conter uma catástrofe em águas profundas, responder a um derrame de petróleo e operar com segurança", acrescentou.
A moratória revista segue para um tribunal de apelações nos Estados Unidos.
CUSTO FINAL DO VAZAMENTO AINDA É IMPREVISÍVEL
Estimar os custos finais que a BP terá com o vazamento de petróleo do poço de Macondo, no Golfo do México, só será possível após o vazamento ser interrompido, disse o encarregado das operações de limpeza e diretor-gerente da companhia, Bob Dudley.
"É difícil falar sobre um limite preciso para as indenizações enquanto o vazamento no Golfo continua", afirmou Dudley durante uma entrevista transmitida ao vivo pela internet e conduzida pela PBS.
Segundo ele, a BP tinha se comprometido em reservar US$ 20 bilhões em uma conta especial para pagar por prejuízos financeiros e outras reclamações decorrentes do vazamento do poço, que tem despejado petróleo no mar do Golfo desde que a plataforma Deepwater Horizon explodiu e afundou, em abril. Dudley acrescentou que esses US$ 20 bilhões não são um limite e que a empresa já pagou US$ 138 milhões em indenizações até agora.
Respondendo a uma pergunta sobre a possibilidade de a BP entrar em falência e suspender os pagamentos, Dudley disse que a empresa continua "muito forte em termos de fluxo de caixa". Segundo ele, é importante ter uma empresa forte e viável. "Nós precisamos ter certeza nos nossos investimentos para podermos continuar a gerar recursos, o que vai nos permitir cumprir nossos compromissos e obrigações e pagar as indenizações".
Atualmente a BP está usando duas plataformas de perfuração para capturar entre 23 mil e 25 mil barris de petróleo por dia do poço que está vazando. Uma terceira plataforma deve ser instalada e aumentar o volume de petróleo capturado em 20 mil barris por dia, mas o mar agitado pelo furacão Alex impediu a BP de instalar o novo sistema de contenção.
A BP também teve de interromper a coleta de petróleo, a pulverização de dispersantes e a instalação de barreiras protetoras ao longo da costa quando ondas de mais de 3,6 metros de altura atingiram a zona do vazamento, disse Dudley.
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